Crise do consumo
Chegou a altura da sociedade contemporânea reflectir. A situação actual, tem de ser encarada como o entornar do copo do comportamento da população. Chegamos a um limite. A economia tem necessidades, qualquer ser vivo tem necessidades sendo a economia produto da acção de seres vivos também tem as suas necessidades, e essas necessidades tem de ser saciadas, e saciadas de modo correcto, se tal não acontece, desequilíbrios são criados no corpo da economia. E nas últimas décadas temos visto esses desequilíbrios serem criados e nada fizemos.
A economia tem uma necessidade básica, que poderemos dizer que é o ar dela, que é ser eficiente. E a economia mundial nas ultimas décadas não tem sido eficiente.
Um caso flagrante e escandaloso é o das industrias de automóveis dos EUA. Como é que a sobrevivência delas e explicada de forma racional? Carros menos eficientes que os seus concorrentes, mais dispendiosos que os seus concorrentes, se mantêm no mercado? De modo natural é impossível, segundo a natureza da economia o que não é eficiente morre ( equivalente a selecção natural na biologia) então como é que estas industrias não só sobrevivem como crescem? Artificialmente claro, com fundos gigantescos do governos Americano ao longo de muitos anos, que artificialmente mantinham os valores das empresas, usando o dinheiro dos cidadãos para que essas empresas se mantivessem activas, consequentemente os mesmos cidadãos que pagaram para manter essas empresas “vivas” compram os seus carros menos eficientes e mais dispendiosos preterindo carros mais eficientes e menos dispendiosos mas que como são eficientes não tem ajudas do Estado não podendo assim concorrer de maneira leal no mercado.
Desde modo a população não tem o melhor produto que poderiam ter, e ainda tem de subsidiar os produtos que de outra maneira não consumiriam.
O mercado tem de respeitar duas vontades, a da procura e a da oferta. Só há oferta se houver procura. Mas nas ultimas décadas, a Oferta tem sido criada sem haver uma procura! Graças aos milagres do marketing, as pessoas são induzidas a criar uma procura "artificial", como diz a frase de um site eles vendem "stuff that you dont need, but you really want", e a nossa sociedade tem vivido deste modo, comprando coisas que não precisam mas que são levadas a querer por vontades extrínsecas.
Dinheiro foi impresso em grandes quantidades, para saciar estas vontades extrínsecas, tais como comprar um apartamento por 1 milhão de euros para dizer que o comprou a esse preço e não porque o apartamento realmente valia isso. Pagar mais do que o valor real de uma coisa cria um desequilibro. Uma coisa e vender algo com uma margem de lucro outra e artificialmente colocar o preço alto para que ele se torne artificialmente valioso. Desequilíbrio no valor real da economia cria necessidades artificias, tais como imprimir dinheiro em excesso para o consumo.
Este dinheiro a mais criado, este valor em excesso, faz circular mais dinheiro no mercado, aumentando os salários, aumentando o consumo e entrando na espiral clássica da economia, mas quando a espiral é naturalmente produzida os seus efeitos serão naturalmente previsíveis, a economia é reflexo das acções do Homem quando as suas acções são desequilibradas o efeito na economia é obvio.
Esta é a altura para voltar a ter comportamentos racionais. Já vimos como funciona uma economia em que os agentes não são equilibrados, sabemos como funcionaria se fossem equilibrados. O caminho a seguir é a racionalidade. O bem colectivo nunca pode ser preterido pelas loucuras de um individuo. O bem estar colectivo não pode ser vitima da ganância momentânea de um individuo.
A sociedade a partir de agora deveria seguir as seguintes premissas:
-Comportar se de maneira racional
-Consumir de maneira racional
-Avaliar de maneira racional
-Pensar no longo prazo
-Pensar sempre no colectivo
-Manter a economia de mercado aberta, mais livre, porque a liberdade ou a abertura da economia não tem nada relacionado com os comportamentos irracionais de alguns agentes
-Somos todos iguais nem mais nem menos que qualquer povo da terra, nações e nacionalidades são sobrevalorizadas.
-Desvalorizar credos, cores e naiconalidades
-Guiar se sempre pela seguinte definição de liberdade: Liberdade é um individuo poder fazer tudo desde que este não se intrometa na liberdade de outrem.
“A liberdade do meu punho acaba onde começa o queixo da outro” Milton Friedman
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