sexta-feira, 27 de março de 2009

A Hora do Planeta

Já todos foram bombardeados com notícias sobre esta iniciativa da WWF.

A organização apela do seguinte modo: "No próximo dia 28 de Março, às 20H30, você tem um compromisso com o Planeta para demonstrar que a luta contra as Alterações Climáticas é possível."

Sinceramente dizer isso ou não dizer é a mesma coisa.
A luta contra as Alterações Climáticas é possível? A sério? Como? Apagando as luzes? Que vantagens temos em apagar as luzes do Cristo Rei e da Ponte 25 de abril durante 1hora? Se nas restantes 8765,81277 horas do ano elas permanecem ligadas? E será apagar luzes que irá fazer diminuir as Alterações Climáticas?

As alterações climáticas são naturais. Os nossos comportamentos apenas acentuaram a velocidade das mudanças.

O que podemos fazer agora que a aceleração das alterações climáticas aconteceu?
Deixarmos de viver o nosso dia à dia como estamos habituados desde que nascemos? A resposta é não.
Se se quer combater as alterações climáticas não se pode dizer às pessoas que terão de mudar os seus hábitos. Se realmente se quer mudar a sociedade tem de se assumir que o que está feito está feito, não há volta a dar. Nunca iremos voltar a ter uma atmosfera como a de 200 anos atrás (pelo menos no nosso tempo de vida).
Se não temos de mudar os nossos hábitos o que fazemos então?
Viver como temos vivido até aqui, é impossivel descermos um passo no nosso nível de vida voluntariamente.

Mas muitos perguntarão mas então iremos continuar a destruir o nosso planeta? Também não. O Ser humano tem uma capacidade fantástica de se adaptar. Isto é, a partir do momento que estas alterações me afectarem negativamente eu irei responder. O Ser humano é reactivo. Logo as alterações de hábitos acontecerão quando o cidadão comum for afectado. Até agora não sinto que tenha sido verdadeiramente afectado. Ou que tenha percebido a gravidade da situação futura.

Eu acredito que a população irá mudar os seus hábitos, não voluntariamente, mas porque irá ser necessário. Não porque lhes é dito que o devem fazer. E os seus novos hábitos só surgirão se as empresas acompanharem, aqui o papel do mercado é fundamental, as empresas que se adaptarem aos novos desejos dos consumidores irão vingar e serão aquelas que terão uma diferenciação em relação às outras empresas. E essas empresas mudarão a forma de pensar dos consumidores e do Governo.

Qual o papel do Governo nesta situação? Deixar o mercado fazer o que lhe compete. No caso de Portugal, o caso dos paineis solares é vergonhoso. O papel do Estado desvirtua completamente o mercado, o que causa consequências terríveis (caso das 3 empresas escolhidas para fazer a instalação de paineis solares com apoio do Estado). A única acção que o Estado deverá ter é a de dar o exemplo, mostrar os benefícios da energia limpa por exemplo. Mas nunca intrometer-se no mercado.


A nível global só irá haver uma resposta global quando houver um flagelo global. Até lá é esperar que o Mercado arranje soluções, que irão certamente surgir, de mais nenhum lado se pode esperar respostas e soluções.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Obama e a Marijuana

Acabei de visualizar pelo programa noticioso da noite da RTP, um evento que o Presidente Obama realizou. Este último respondeu a perguntas que foram feitas e aprovadas pela comunidade on-line.

Uma das perguntas que teve uma votação mais elevada, quanto mais votos maior a probabilidade da pergunta ser respondida, o que fazia com que as perguntas que foram feitas eram as mais "cool" para os internautas. Preterindo assim questões realmente pertinentes mas que se calhar não iam de encontro com a preferência dos internautas.

Assim, uma das perguntas mais votadas foi: Se a legalização da Marijuana iria ajudar a Economia dos Estados Unidos?
Obama como sempre tentou escapar a uma reflexão profunda sobre a questão, fazendo uma piadinha (sem graça). E respondendo que Não, a legalização da marijuana não iria beneficiar a Economia dos Estados Unidos.

Se calhar por coincidência, a notícia seguinte no noticiário foi a de que desde o ano passado ja morreram 7200 pessoas no México por causa da guerra entre traficantes de droga, militares, e traficantes contra traficantes.

Obviamente não concordo com a resposta do presidente Obama.
Não concordo por vários motivos, um deles é a proibição governamental do consumo de qualquer coisa, que direito tem o Estado de me dizer o que posso ou não consumir?
Quero consumir drogas? O Estado só tem de permitir; não permitir, é diminuir a liberdade dos seus cidadãos.

Outro motivo é a falta de conteúdo dos argumentos por parte dos Governos, (tem argumentos sequer?...). Desde sempre, o combate à droga é feito porque sim! A história do combate à droga nos EUA, está bem documentada e podemos concluir que começou por medo do desconhecido.

A minha posição ideológica é a da liberalização de tudo. Liberdade acima de tudo.
A minha posição argumentativa é baseada no seguinte: 70% das mortes relativas com drogas são resultantes de drogas adulteradas. O consumo de drogas é uma questão de educação e de saúde publica, não de Policia.

Que ganhos teríamos com a liberalização do mercado de drogas?
1º mais impostos para o Estado, já que deixaria de ser uma actividade do submundo, e passaria a ser regulada e taxada. Tanto o Estado como os consumidores seriam beneficiados, o Estado através dos imposto; o consumidor através da confiança ganha no produto consumido. A maior qualidade dos produtos causaria menos problemas relacionados com as drogas.

2º Fim dos gastos no combate à droga (que representam muitos e muitos milhões), porque o combate é global. Todos os Estados dispensam parte dos orçamentos para este objectivo. Mais dinheiro sobrava para acções estatais, ou já que mais dinheiro iria entrar nos cofres do Estado pelos novos impostos criados com o novo mercado de drogas, haveria uma baixa de impostos. Outra vez uma win-win situation, já que tanto o Estado como o cidadão seriam favorecidos.

3º Fim dos traficantes, tornando a actividade legal, a marginalização dos envolvidos já não existiria, melhorando assim a sociedade em termos gerais.

4º Seria um ganho a nível das liberdades individuais.

5º No caso da Marijuana, ela é uma droga medicinal, tal como poderão ser outras, caso sejam devidamente estudas e aplicadas.

Na minha visão, a não liberalização do mercado de drogas deve-se a questões morais não fundamentadas e cheias de argumentos falaciosos, e da falta de coragem politica para enfrentar este problema global.

Capitalismo com caracteristicas Chinesas: O empreendedorismo e o Estado

Há uns meses descobri um site ssrn.com ( Social Science Research Network , é um portal que agrega imensos trabalhos académicos de ciencias sociais, tal como o nome indica, deixo ao leitor a liberdade de descobrir o portal.

Um dos imensos trabalhos que suscitou a minha atenção, foi este : How capitalist is China, de Yasheng Huang. Este trabalho é o primeiro capitulo do livro Capitalism with Chinese Characteristics: Entrepreneurship and the State, do mesmo autor.

Li o trabalho, ou seja o primeiro capitulo, Huang de uma maneira subtil responde a muitas dúvidas que eu tinha em relação á China e ao seu mercado. Huang quebra com os metodos comuns utilizados para analisar a Economia da China, por exemplo para ele o PIB não é um fim, ou seja não é conclusivo, mas um meio de perceber um pouco sobre a Economia chinesa, e que nós devemos olhar para outros detalhes além do crescimento do PIB, exportações, FDI ( foreing direct investment), para formular uma visão sobre a Economia Chinesa.

Muitos autores conceituados, referem e apontam a china como um exemplo a seguir em termos de politicas económicas e chegam a questionar os fundamentos do Capitalismo e da Liberdade por causa do sucesso da China. Huang explica o porquê do sucesso chinês, este devesse principalmente a politicas liberais levadas a cabo na década de 80, e a Hong Kong. Não irei transcrever o trabalho deixo ao leitor a tarefa de ler com atenção a este primeiro capitulo disponibilizado, e muito provavelmente , tal como me aconteceu, irá querer ler o trabalho final (o livro ).


Uma boa leitura, leve 50 páginas muito informativas e bem elaboradas, que despertarão certamente a vontade de estudar melhor a China.




Este é o Artigo - Huang, Yasheng,Just How Capitalist is China?(April 4, 2008). MIT Sloan Research Paper No. 4699-08. O Link: http://ssrn.com/abstract=1118019

O Livro -http://www.amazon.co.uk/Capitalism-Chinese-Characteristics-Entrepreneurship-State/dp/0521898102/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1238097687&sr=8-1

segunda-feira, 23 de março de 2009

resistir.info

Do portal, resistir.info , muitos outros textos estão publicados uns com mais interesse que outros obviamente, mas de modo geral boas leituras, e uma excelente fonte de informação alternativa.
Hoje aconselho dois:

-http://resistir.info/crise/zumbis.html , Um excelente texto, com altas doses de sarcasmo sobre a actuaçao dos EUA na crise actual.

- http://resistir.info/crise/hudson_17mar09.html , Michael Hudson também analisa a actuação dos EUA.


Depois de ler estes dois textos, a pergunta que deve ficar no ar é : Se economistas tao reputados, vêem tão claramente os efeitos negativos desta crise, porque a liderança da America continua nesse caminho?

Eu sei a resposta, mas deixo ao critério do leitor as suas conclusões.

O verdadeiro significado desta crise

A actual crise é extremamente mediatizada. Todos os dias somos bombardeados por novas notícias sobre a crise. Novo pacote de estimulo, bail out a empresas e a bancos, etc. Valores enormes são atirados para a economia.
Com a minha curiosidade natural, quis saber quanto realmente está a ser injectado nas economias pelos Estados.
Na minha recolha de dados, apenas inclui U.S.A, França, e UK. ( de notar que as economias da China, Japão e Alemanha não sao incluidas, por falta de dados finais )
Os valores por mim recolhidos são: ( valores em dólares americanos)

7.36 trillion Pacote de estimulo . (7,364,500,000,000)
+
180 billions AIG (180,000,000,000)
+
50billions bank of america ( 50,000,000,000)
+
15billions freddie mac ( 15,000,000,000)
+
15billions fannie mae (15,000,000,000)
+
10billions frança (10,000,000,000)
+
30billions UK (30,000,000,000)

Isto de grosso modo no total equivale a sensivelmente 8,000,000,000,000 ( 8 trilhões de dolares)
Se somarmos as quantias "injectadas" nas economias locais pelos Governos de todo o mundo o valor facilmente atingiria os 10 trilhões.


Mas o que significam 8 trilhões? A quantidade de zeros ajuda a perceber a brutalidade deste valor.

Mas em termos mundiais, o que representa este valor?
Sabendo que a população mundial é de 6,760,000,000, podemos calcular a divisão de 8 trilhões per capita:

8000000000000 / 6760000000 = 1183.431952663

Isto siginifica que 8 trilhões seriam suficientes para mandar um cheque com o valor de 1183$ para todos os homens, mulheres e crianças vivas no mundo!!!

1183$, para o bilhão de pessoas que vive actualmente no mundo com menos de 1$ por dia representa o rendimento de sensivelmente 4 anos!!!

Chocante? Todas as previsões indicam que com esta crise, o número de pessoas que vivem com menos de 1$ por dia irá aumentar.
E todas as previções também indicam que o valor de 8 trilhões aumente até 10 trilhões.

Isto é chocante, injusto, e vergonhoso para a população mundial.


Para se ter uma última percepção acerca do tamanho destas "ajudas", note se que é superior a:

• Plano Marshall: Cost: $12.7 billion,Custo Ajustado á inflação: $115.3 billion
• Louisiana Purchase: Cost: $15 million, Custo Ajustado á inflação Cost: $217 billion
• Race to the Moon: Cost: $36.4 billion, Custo Ajustado á inflação Cost: $237 billion
• S&L Crisis: Cost: $153 billion, Custo Ajustado á inflação Cost: $256 billion
• Korean War: Cost: $54 billion, Custo Ajustado á inflação Cost: $454 billion
• The New Deal: Cost: $32 billion (Est), Custo Ajustado á inflação Cost: $500 billion (Est)
• Invasion of Iraq: Cost: $551b, Custo Ajustado á inflação Cost: $597 billion
• Vietnam War: Cost: $111 billion, Custo Ajustado á inflação Cost: $698 billion
• NASA: Cost: $416.7 billion, Custo Ajustado á inflação Cost: $851.2 billion

TOTAL: $3.92 trilhões

domingo, 22 de março de 2009

wikileaks

Hoje descobri o WikiLeaks.
O Wikileaks é um site que funciona sob plataforma da Mediawiki e que permite aos usuarios postar documentos, fotos e/ou noticias governamentais ou empresariais sob anonimato. O Wikileak alega que a informação colocada pelos usuários não é rastreável.

Uma excelente iniciativa do grupo wiki. Aconselhada a todos visitas assiduas a este portal. É uma forma de expor muitos casos que de outra maneira passariam completamente despercebidas pelos media "normais" e consequentemente pela população.

Não deixem passar: wikileaks.org

A liberalização do comercio em Portugal.

A liberalização do comercio em Portugal.

Actualmente existe uma discussão em Portugal, em relação a liberalização do comércio, nomeadamente a relação entre as grandes superfícies e o comércio tradicional.

É sabido que, as grandes superficies tem de seguir regras especificas, têm o impedimento de abrir ao domingo e aos feriados. E os supermecados localizados dentro dos centros comerciais só podem abrir aos domingos e feriados até as 13h, os que se localizem fora, podem estar sempre abertos.

Esta situação claramente vai contra, o conceito de mercado livre, i.e o mercado não é livre, os seus participantes não têm uma particpação livre. E um mercado não livre, siginifica uma população nao livre também.

Que direito tem o Estado de impor a sua população limites para a sua acção? Se eu quero fazer compras ao domingo no supermercado do centro comercial depois das 13h, que se localiza mais proximo da minha residência do que um supermercado de rua, porque não o posso fazer? Se calhar para o supermercado do centro comercial poderia ir a pé, e ao supermercado de rua teria de ir de carro. E se só o supermercado do CC tem o produto que desejo?
Estas limitações impostas pelo Estado são absurdas, as liberdades dos cidadãos portugueses são comprometidas.

As empresas são as únicas que têm o direito a decidir se abrem ou não portas, quando e em que medidas.

Porque as empresas, ao contrário do Estado, são eficientes, e maioritariamente as suas acções são racionais. Logo se não é economicamente positivo manterem se abertos estes fecharão quando bem entenderem, querem estar aberto 24 hs por dia? Se estiverem sempre a ganhar dinheiro porque não?
Nos feriados vendem mais que durante uma semana inteira? Azar, o estado não deixa abrir.

O papel do Estado Portugues nesta situação, deveria ser de libertar o mercado. Segundo um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a abertura das grandes superfícies comerciais aos domingos e feriados poderia acrescentar mais de 2,5 mil milhões de euros à economia portuguesa e criaria mais de 8 mil novos postos de trabalho directos.

Então posta esta mais valia que seria gerada por apenas permitir ás grandes superficies comercias abrirem aos domingos e feriados, então qual seria a mais valia gerada pela libertaçao do mercado?
Centros comerciais abertos 24 horas por dia? Lojas de rua abertas 24hs por dia?

Ao meu ver o mercado do comércio se for liberalizado só irá trazer mais valias. Mas isto não impede o a presença do Estado, o Estado Portugues, têm a obrigação de supervisionar toda a actividade, e garantir que não existe exploração dos trabalhadores por parte dos empregadores.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Open source, um ensaio

Sou um utilizador de software livre, há muitos anos. Utilizo igualmente um sistema operativo livre há muitos anos. Consequentemente todos os programas que utilizo são livres (poderia utilizar software proprietário mas prefiro não o fazer).

Mas afinal o que é software livre? E open source (codigo aberto)?

A wikipedia ( um projecto aberto:a wikipedia é uma enciclopédia multilíngüe online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL), define software livre e open source da seguinte maneira: O termo código aberto, ou open source em inglês, foi criado pela OSI (Open Source Initiative) e refere-se ao mesmo software também chamado de software livre, ou seja, aquele que respeita as quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation. Qualquer licença de software livre é também uma licença de código aberto. A diferença entre os dois está no discurso. Enquanto a FSF usa o termo "Software Livre" para trazer um discurso baseado em questões éticas, direitos e liberdade, a OSI usa o termo "Código Aberto" para discursar sobre um ponto de vista puramente técnico, sem conflitar questões éticas.

Que vantagens teremos em utilizar SL ( software livre) ?
Variadissimos estudos ja provaram que a vantagem mais importante é em termos de custos.
Sendo a maior parte dos programas SL gratuitos, isto representa uma poupança imensa em relação aos concorrentes. No caso dos sistemas operativos o Rei eterno é o Windows da Microsoft (a maior parte dos leitores deve estar a utilizar esse SO ( sistema operativo) para visionar este blog), seguido do leopard, sistema operativo desenvolvido pela Apple, sistema operativo que é baseado num outro open source (BSB). Não irei analisar os pontos positivos ( que só poderia apontar ao sistema da Apple ) ou os seus pontos negativos ( grande maioria do Windows).
O meu objectivo é mostrar o potencial e as vantagens do SL.
Irei agora apontar as vantagens do SL:


- A possibilidade de ter o codigo-fonte, e o direito de modifica-lo. Isto é muito importante porque permite melhorias e refinamentos ilimitados ao produto. Também permite adaptar o produto a hardware novo ( sejam plataformas diferentes do computador, como telemoveis e etc. ou até a adaptaçao a sistemas diferentes), assim como adaptá-lo a condições diferentes. É por isto que muitos experts chegaram à conclusão que, para aumentar o tempo de vida de uma aplicação, é necessario que este tenha o codigo-fonte disponivel.

- O direito a redistribuir modificações e melhorias do código, e re-utilizar outros codigos abertos. Este é o ponto que diferencia SL de “semis” SL. Concretamente, o facto dos direitos de redistribuição não poderem ser revogados, sendo universais, é o que atrai muitos desenvolvedores a trabalhar em projectos SL.
- O direito de utilizar o software de qualquer maneira. Isto combinado com os direitos de redistribuição (mencionados acima), garante uma larga população de utilizadores, que ajuda a construir um mercado de apoio e customização do software, o que atrai ainda mais desenvolvedores para trabalharem no projecto. Isto leva a uma melhoria na qualidade do produto, que atrai ainda mais utilizadores; o que se torna um ciclo vicioso.

- Ninguém tem o poder de restringir unilateralmente como o software é usado, mesmo retroactivamente. Por exemplo, quando um vendedor de software decide não fazer o upgrade de algum produto para uma plataforma antiga, os consumidores só podem manter-se com a versao antiga ou mudar de produto. Se o SL é usado, os clientes podem encontrar algum desenvolvimento do produto para a plataforma desejada, ou, encontrar outros vendedores que ofereçam upgrades para o mesmo produto.

- Não existe uma única entidade na qual o futuro do software esteja dependente. Esta é uma preocupação comum com o software proprietário. Se por exemplo, uma companhia usa um produto de software, e depende do produtor desse software para upgrades e desenvolvimentos. Se o produtor desse software fecha portas, ou decide discontinuar o desenvolvimento do produto, ninguém tem o direito de “pegar” no software e continuar o seu desenvolvimento, fazendo assim a usabilidade desse produto morrer no mercado. Isto tem acontecido muitas vezes. O SL protege-nos disso.
Caixas pretas ( black boxes) não são possíveis. Isto é muito importante porque permite às empresas inspecionar os seus sistemas e modificá-los livremente para melhor responder às suas necessidades. Tornando as empresas mais eficientes, mais seguras, e mais confiáveis.

Não se pode pedir “fees” por copias modificadas, e todos podem usar o código base para começar novos projectos. Isto é a razão pelo sucesso do kernel do Linux, graças ao seu custo zero, estudantes, depois de sairem da universidade adoptam este sistema, tornando-se empreendedores com custo de arranque mínimos.
Há poucos conflitos devidos a prioridades de marketing. Normalmente o SL so é entregue quando está pronto, e quando a equipa acha que a qualidade é suficiente. Isto reduz enormemente os custos de manutenção.
- Oferece um novo forum para a acção democrática. Porque individuos e empresas decidem onde fazer as melhorias do sistema, os desejos colectivos da comunidade determinam a direcção geral do projecto, e sem obrigar ninguém. E isto sem eleições, logo a maioria não ignora a minoria.
Basicamente a vantagem do Software livre, é a liberdade para escolher.
É interessante ver as reacções da população geral ao SL, o SL ainda é visto como algo secundário, sem qualidade suficiente para a população em geral. Isto deve-se à incapacidade das pessoas em acreditarem que não necessitam de pagar por algo!
Aconselho-vos, sempre que puderem utilizem o software livre.
- Sistemas operativos mais seguros? São os desenvolvidos em opensource.
Os programas mais seguros? São também os desenvolvidos em opensource

Se 98% dos servidores mundiais utilizam plataformas Unix, pela sua segurança, e a vantagem que dão. Porque o utilizador comum nao consegue ver isso?

Agora apenas umas comparações entre a minha experiência do dia-á-dia no meu sistema operativo livre (nomeadamente o Ubunto), e as experiências que eu testemunho todos os dias de pessoas que utilizam software fechado ( nomeadamente o windows): Pessoas que utilizam o software fechado têm vários virus; no meu caso nunca.
Pessoas com windows diariamente fazem um scan ao computador em busca de virus. Eu nem utilizo anti-virus. Sim, leram bem, não utilizo anti virus. Experimentem passar uma semana em Windows sem um anti-virus.
Firewall: Todos os utilizadores do windows têm um firewall, na grande maioria pago. Neste momento não tenho firewall instalado, não tenho medo de não o utilizar. Mas não aconselho a ninguém não utilizar um firewall. Mas experimentem também utilizar o windows uma semana sem firewall.
Spyware: Quem ainda nao teve este problema em windows? Eu nunca o tive em linux.
Instalação de programas: Em linux, tenho duas maneiras de instalar, directamente da caixa de comandos apenas escrevendo – sudo apt-get install*nome do programa que quero- ou abrindo uma central de pacotes do sistema operativo ( ja vêm de origem) e escrevo na caixa de procura o que procuro, clico e o programa instala-se sozinho. Tudo sem custos, nenhum programa tem dias limites de ultilização sou livre de o usar sempre e pra sempre, os seus updates também são gratuitos; software livre diz tudo. O que faz um utilizador do windows para instalar um programa? 1º abre o explorador de internet, vai ao google e procura pelo nome do programa, entra no site do programa, faz o download do programa ( arriscando-se sempre neste processo, a virus, spywares e derivados) depois de fazer o download prosegue para a instalação, normalmente um processo em que se tem de aceitar as condições de utilização da empresa que disponibiliza o software, e depois o programa é instalado e pronto a utilizar. Mas se fosse sempre assim, não era mau de todo ( é sempre mau mas...). Mas o problema é que o software é proprietário, ou seja tem de pagar por ele, a não ser que cometa a ilegalidade de o piratear, e uma série de problemas advém disso. Por isso, o processo de instalação também é muito mais fácil em linux.
Problemas com o sistema operativo: Eu não tenho nenhum, se tiver como resolvo? Vou ao forum especializado no meu sistema operativo e procuro alguém que tenha a resposta, claro que sem custos! Em windows? Para o utilizador comum? Ligar para o centro de atendimento da microsoft (localizado na Índia) pagando a ligação, e possivelmente o técnico que arranje o problema.

Acho que já chega de desanimar os utilizadores do Windows, mas peço-vos que abram os olhos e vejam que há um mundo de oportunidades no software livre. São livres de escolher. Mas pensem principalmente nas consequências negativas que tem um monopólio ( neste caso da microsoft) e digam-me se se sentem confortáveis num mercado monopolista.

Como sempre todos são livres de escolher o caminho que querem seguir.
Isto foi apenas uma maneira de alertar para o facto de haver vida além do software proprietário.

Para terminar, utilizo uma frase muito famosa na comunidade do software livre: “ In a world without walls and fences, who need windows? “

terça-feira, 17 de março de 2009

Uma frase

Well, if crime fighters fight crime and fire fighters fight fire, what do freedom fighters fight? They never mention that part to us, do they?

George Carlin

domingo, 15 de março de 2009

Um livro

Regularmente irei apresentar um livro, que li e que acho que seja relevante no panorama editorial.
Hoje apresento " O Animal Social" de Elliot Aronson, Esta obra oferece uma introdução à Psicologia Social moderna. Através de uma narrativa viva, e excelentes exemplos da sociedade contemporânea, Aronson procura padrões e motivos do comportamento humano, cobrindo tópicos tão diversos como terrorismo, conformidade, obediência, política, relações raciais, publicidade, guerra, atracção interpessoal e cultos religiosos.

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QuickPost

Realmente interessante, leitura obrigatória para melhor compreender a nossa sociedade e os seus movimentos.

A reunião do G20

Como comentário à reunião do G20, apenas trascrevo o segundo parágrafo da análise do finantial times sobre a reunião:
Although the meeting ended without specific new commitments and no country or central bank would be forced to change any existing policy in light of the communiqué, the participants representing 85 per cent of the world’s economic output said they were pleased by the spirit of cooperation among the Group of 20 leading and emerging economies

Ou seja... foi apenas um bom fim de semana de "comes e bébes" para os "líderes mundiais".

sexta-feira, 13 de março de 2009

Uma entrevista

Puro brilhantismo...
Uma entrevista clássica de Milton friedman



quinta-feira, 12 de março de 2009

Apenas o governo pode salvar a economia?

O meu cepticismo em relação ao Presidente Obama, fundamenta-se cada vez mais.
Como os discursos da campanha eleitoral já pertencem ao passado, vou apenas utilizar as mais recentes pérolas do Presidente Obama:

-A 2 de Fevereiro afirmou:
1-"O governo federal é a única entidade capaz de oferecer recursos para reactivar a economia do país, que enfrenta a sua maior crise desde a Grande Depressão" ( antes da aprovação do seu plano de "salvamento" da economia americana, que primeiro foi chumbado e só depois aprovado; nunca deveria ter sido aprovado na minha humilde opinião)

2-E acrescentou: "Apenas o governo pode quebrar o ciclo vicioso no qual a perda de empregos leva as pessoas a gastarem menos dinheiro, e, consequentemente, a mais desemprego. E quebrar esse ciclo é exactamente o que o plano que está tramitando no Congresso foi desenhado para fazer".

3-e ainda advertiu que, se o governo não agir, a economia norte-americana corre o risco de mergulhar numa "espiral negativa", que pode prolongar a actual recessão.

Irei comentar os 3 pontos:

1- Afirma que o governo federal é a entidade capaz de oferecer recursos para reactivar a economia do país: Levanto a seguinte questão: Onde vai o governo federal buscar os recursos para reactivar a economia do pais?...
Aos seus cidadãos!!! Através de impostos. E através da impressão de dinheiro que irá colocar directamente na economia(cujos efeitos são bem conhecidos).
Claramente, a opção não é genial! O governo tira dinheiro aos habitantes do seu país, para depois devolvê-lo, mas de forma a parecer salvador. Isto é meramente, uma opção para ganhar votos. É uma proposta eleitoral que passa impune pela população pois a lavagem cerebral já foi fortemente feita.
Não terei eu cidadão, o direito a decidir o que fazer com o meu dinheiro?
Quero salvar as empresas que foram ineficientes? Que já recebiam subsídios antes mesmo desta crise? Quero?
Não! Se eu não quero, e se o governo o faz na mesma, para "o bem da economia", só posso entender essa acção como ditatorial. Se vivemos supostamente numa sociedade livre, e democrática, o governo tem de responder primeiro à sua população em geral, e depois às minorias, mas sempre com o objectivo de fazer o melhor para o longo prazo da sua população.
A democracia não é um sistema perfeito, mas como já é sabido é o melhor que temos.
Ou seja, o governo antes de mais deveria fazer o melhor para o longo prazo, para o equilíbrio económico ao longo prazo.
E não é isso que os governos em todo o mundo andam a fazer.

Os governos actuais assaltam os seus cidadãos, para poderem apresentar uma conjuntura económica boa no curto prazo (de preferência até às eleições).
O curto prazo ao meu ver, deveria ser visto como um indicador, não como uma medida final.

Por isso Presidente Obama, se acredita na liberdade (como tanto tagarelou durante a campanha) dê essa liberdade ao seu povo!


Porque o povo tem os recursos para activar a economia novamente. A apropriação por parte do estado desses recursos, para "dar" a economia directamente não é nenhum feito.É trafulhice, para enganar o povo.


Segundo ponto: "Apenas o governo pode quebrar o ciclo vicioso no qual a perda de empregos leva as pessoas a gastarem menos dinheiro, e, consequentemente, a mais desemprego.

What?
Dear president, não diga asneiras.
A acção do estado, é que cria o mais perigoso ciclo vicioso de um país.
Este consiste em criar um sistema fictício de segurança social aos seus cidadãos, que os torna menos ambiciosos, menos combatentes. Criando assim uma sociedade menos eficiente. E os perigos da ineficiência são mais que conhecidos.
O estado ajuda a população agora, hipotecando e arriscando o futuro dos filhos e dos netos destes. Mas os filhos e os netos já não votam nele...E como disse Keynes, "no futuro estarão todos mortos". Mais uma vez um problema criado por Keynes, ainda me pergunto como pode ser tao levado em consideração em todas as soluções económicas(no entanto, a analise de Keynes será para futuros posts).

3- e ainda: "se o governo não agir, a economia norte-americana corre o risco de mergulhar numa "espiral negativa"

Numa espiral negativa a curto prazo. Porque é no curto prazo que é pensado pelos políticos. Por isso não interessa pensar na espiral negativa futura que será muito pior que a actual.

Pelo que podemos ver, as soluções apresentadas são populistas, pensadas a curto prazo, que servem para esconder os verdadeiros problemas estruturais, e por conseguinte, adia a solução dos verdadeiros problemas de todos os países do mundo.


Peço que se adopte ideais liberais, porque a liberdade humana para mim é o conceito mais importante que se pode conquistar na vida. peço que este seja o objectivo número 1 do mundo.
Na minha opinião, devemos aprender e seguir os ideias de Milton Friedman. Não digo seguir completamente, porque ninguém é perfeito e ninguém tem soluções para tudo. Mas a economia foi fundada por um liberal, Adam smith. Todas as primeiras teorias da teoria económica e política foram escritas com o objectivo de atingir uma maior liberdade, e colocando a liberdade como prioridade número 1 nos mercados e nos processos.
Já aconteceu a morte do estado social, na minha opinião. Não funciona, não é melhor para a população, não tem soluções suficientes. Não é o futuro.
O futuro é a liberdade.
citando Jean de La Bruyére:
"
É preciso confessar, o presente é dos ricos, e o futuro é dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viverá sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, não existem mais: existiram algum dia? Sua pátria, seus nomes são conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Grécia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que só pensavam, na rua, em evitá-lo, não correspondiam à sua saudação, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associá-lo à sua mesa, olhavam-no como um homem que não era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que estão acima de si. É próprio deste vício, que não se funda sobre o mérito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, crédito, e sobre ciências vãs, levar-nos igualmente a desprezar os que têm menos essa espécie de bens do que nós e a apreciar demais aqueles que têm uma medida que excede a nossa.

Há almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o são pelo da glória e da virtude: capazes de uma única volúpia, que é a de adquirir ou de não perder; ansiosas e ávidas pela décima prestação, a baixa dos preços, a queda do curso das moedas, mergulhadas e como que submersas nos contratos, títulos, pergaminhos. Gente dessa marca não é parente, nem amigo, nem concidadão, nem cristão, nem pode ser homem: é feita de dinheiro. "


Liberdade tudo dá, e tudo permite. Só com liberdade, a nossa vivência humana, pode ser considerada completa. - Hugo Domic



O problema do multiplicador de Keynes.

O problema do multiplicador de Keynes.



Um exemplo da ideia do “Multiplicador Keynesiano”.
A teoria do multiplicador diz algo como: O “gasto”, seja de consumo ou investimento, geraria um “efeito dominó” na economia que teria um impacto maior sobre o rendimento do que o volume de gasto inicial. Por trás disso, existe a ideia de que o gasto de uma pessoa é rendimento de outra. Se um indivíduo tem 100 euros e gasta 80 na padaria, poupando os 20 euros restantes, o padeiro, passaria a ter 80 euros, que dos quais pouparia 16 euros e gastaria 64 no talho, por exemplo. O talhante, por sua vez, poupa 12,8 e gasta 51,2 no alfaiate e assim sucessivamente. Diz-se que nessa situação o multiplicador é 5, ou seja, um gasto inicial de 100 causará um aumento na renda de 500 euros.

Essa ideia incomoda-me. Como é que simplesmente gastar irá fazer o nosso rendimento aumentar? Se pensarmos ao nível do indivíduo, esse argumento parece uma tolice sem tamanho. Se eu quero aumentar o meu poder aquisitivo (aumentar o meu rendimento), eu tenho três opções: a primeira é arranjar um emprego que me pague mais, ou seja, eu preciso de realizar uma actividade na qual eu tenho um desempenho melhor. Uma actividade onde sou mais produtivo. A segunda opção seria a de poupar parte do meu rendimento e emprestá-lo a alguém. Eu não preciso de emprestar directamente, pois posso fazê-lo através dum banco. Ao fazer isso, no futuro, eu possuirei um poder aquisitivo maior. A terceira alternativa para aumentar o meu poder aquisitivo é endividar-me. Se eu quero consumir agora, eu posso pedir emprestado o dinheiro de alguém que está a poupar. Essas são as únicas maneiras de aumentar a minha renda. Nenhuma delas envolve “consumo”.

Note que essas três alternativas têm algo em comum. Para poder aumentar o meu rendimento, eu preciso de aumentar a minha produção. Na primeira alternativa, eu aumento a minha produção ao arranjar um emprego que me permita produzir mais, que me permita ganhar mais dinheiro. Na segunda opção, eu faço uma poupança, recebendo juros que irão aumentar a minha riqueza futura e, consequentemente o meu consumo futuro. Na última opção, eu endivido-me e, portanto, posso consumir mais no presente, mas terei que aumentar a minha produção no futuro para poder pagar o empréstimo. O consumo só é possível se os indivíduos oferecerem algo em troca. Para consumir algo eu preciso de oferecer alguma coisa. É esse o princípio da Lei de Say. Sem produção, não existe demanda. A produção permite me consumir.

Keynes, ao explicar o multiplicador, afirma que o consumo de uma pessoa é o rendimento de outra pessoa e assim sucessivamente. O que ele se esquece de dizer é que o consumo de um indivíduo só é possível se ele produzir algo de útil. Só pode consumir se oferecer. O consumo por si só não “aumenta o rendimento”. O que aumenta o rendimento é a poupança. Poupança permite o investimento em capital físico, capital humano e tecnologias. Tais investimentos aumentam a produtividade da economia e, consequentemente, o poder aquisitivo do país.

Quando se aumenta o consumo, a poupança é reduzida e, portanto, a capacidade de crescimento da economia é reduzida. Os empresários possuem menos fundos à sua disposição. O aumento do consumo pressupõe que exista uma produção que permita esse aumento. Esses produtos extras virão da poupança. Ou seja, se o consumo aumentar agora, a economia terá uma menor capacidade de crescimento. Há um “trade-off” muito claro (trade-offs, uns dos primeiros conceitos aprendidos em introdução à economia).

Se isso é verdade, então como que o Multiplicador pode funcionar? Ele funciona, pois para Keynes não existem custos em aumentar o consumo. Isso ocorre porque ele considera que a poupança é um “vertimento”. A poupança é algo mau que não serve para nada. Para ele, todo o dinheiro poupado será “enterrado” e não será revertido em investimento. O indivíduo, e a economia como um todo, não passariam pelo dilema da escolha inter-temporal, ou seja, a escolha de consumir agora ou consumir mais no futuro. Poupar, na visão de Keynes, seria burrice. Não serviria para nada.

É por isso que aprendemos em Macroeconomia I que o multiplicador dos gastos do governo é maior do que o dos tributos. Isso ocorre porque o governo, ao tributar, retira parte da renda destinada ao consumo e outra parte destinada à poupança. A parte destinada ao consumo causa um efeito negativo sobre a renda. Entretanto, a parte retirada da poupança mais que compensa a perda do consumo. Isso só ocorre porque Keynes considera a poupança algo inútil. Se considerarmos que a poupança seria destinada a investimentos por parte do sector privado, então o rendimento da economia seria prejudicado. Os investimentos do sector privado seriam reduzidos.

- Portanto, o mito do multiplicador keynesiano é falacioso, pois não leva em consideração que, para haver consumo, é necessário haver produção compatível. Não é o consumo que aumenta a produção. É a maior produção que aumenta a capacidade de consumir.

- Portanto, sempre que alguém vier com a “história do multiplicador”, pergunte-se: “Como esse consumo foi pago? De onde o consumidor conseguiu obter produção para poder realizar a troca?”.

* Lembrem-se: O consumo de uma pessoa só é possível se esta tiver produzido ou pedido um empréstimo. Toda a procura pressupõe a oferta de algum bem. Todo e qualquer consumo deve ser financiado com alguma produção. Quanto maior a produção, maior o consumo.