O meu cepticismo em relação ao Presidente Obama, fundamenta-se cada vez mais.
Como os discursos da campanha eleitoral já pertencem ao passado, vou apenas utilizar as mais recentes pérolas do Presidente Obama:
-A 2 de Fevereiro afirmou:
1-"O governo federal é a única entidade capaz de oferecer recursos para reactivar a economia do país, que enfrenta a sua maior crise desde a Grande Depressão" ( antes da aprovação do seu plano de "salvamento" da economia americana, que primeiro foi chumbado e só depois aprovado; nunca deveria ter sido aprovado na minha humilde opinião)
2-E acrescentou: "Apenas o governo pode quebrar o ciclo vicioso no qual a perda de empregos leva as pessoas a gastarem menos dinheiro, e, consequentemente, a mais desemprego. E quebrar esse ciclo é exactamente o que o plano que está tramitando no Congresso foi desenhado para fazer".
3-e ainda advertiu que, se o governo não agir, a economia norte-americana corre o risco de mergulhar numa "espiral negativa", que pode prolongar a actual recessão.
Irei comentar os 3 pontos:
1- Afirma que o governo federal é a entidade capaz de oferecer recursos para reactivar a economia do país: Levanto a seguinte questão: Onde vai o governo federal buscar os recursos para reactivar a economia do pais?...
Aos seus cidadãos!!! Através de impostos. E através da impressão de dinheiro que irá colocar directamente na economia(cujos efeitos são bem conhecidos).
Claramente, a opção não é genial! O governo tira dinheiro aos habitantes do seu país, para depois devolvê-lo, mas de forma a parecer salvador. Isto é meramente, uma opção para ganhar votos. É uma proposta eleitoral que passa impune pela população pois a lavagem cerebral já foi fortemente feita.
Não terei eu cidadão, o direito a decidir o que fazer com o meu dinheiro?
Quero salvar as empresas que foram ineficientes? Que já recebiam subsídios antes mesmo desta crise? Quero?
Não! Se eu não quero, e se o governo o faz na mesma, para "o bem da economia", só posso entender essa acção como ditatorial. Se vivemos supostamente numa sociedade livre, e democrática, o governo tem de responder primeiro à sua população em geral, e depois às minorias, mas sempre com o objectivo de fazer o melhor para o longo prazo da sua população.
A democracia não é um sistema perfeito, mas como já é sabido é o melhor que temos.
Ou seja, o governo antes de mais deveria fazer o melhor para o longo prazo, para o equilíbrio económico ao longo prazo.
E não é isso que os governos em todo o mundo andam a fazer.
Os governos actuais assaltam os seus cidadãos, para poderem apresentar uma conjuntura económica boa no curto prazo (de preferência até às eleições).
O curto prazo ao meu ver, deveria ser visto como um indicador, não como uma medida final.
Por isso Presidente Obama, se acredita na liberdade (como tanto tagarelou durante a campanha) dê essa liberdade ao seu povo!
Porque o povo tem os recursos para activar a economia novamente. A apropriação por parte do estado desses recursos, para "dar" a economia directamente não é nenhum feito.É trafulhice, para enganar o povo.
Segundo ponto: "Apenas o governo pode quebrar o ciclo vicioso no qual a perda de empregos leva as pessoas a gastarem menos dinheiro, e, consequentemente, a mais desemprego.
What?
Dear president, não diga asneiras.
A acção do estado, é que cria o mais perigoso ciclo vicioso de um país.
Este consiste em criar um sistema fictício de segurança social aos seus cidadãos, que os torna menos ambiciosos, menos combatentes. Criando assim uma sociedade menos eficiente. E os perigos da ineficiência são mais que conhecidos.
O estado ajuda a população agora, hipotecando e arriscando o futuro dos filhos e dos netos destes. Mas os filhos e os netos já não votam nele...E como disse Keynes, "no futuro estarão todos mortos". Mais uma vez um problema criado por Keynes, ainda me pergunto como pode ser tao levado em consideração em todas as soluções económicas(no entanto, a analise de Keynes será para futuros posts).
3- e ainda: "se o governo não agir, a economia norte-americana corre o risco de mergulhar numa "espiral negativa"
Numa espiral negativa a curto prazo. Porque é no curto prazo que é pensado pelos políticos. Por isso não interessa pensar na espiral negativa futura que será muito pior que a actual.
Pelo que podemos ver, as soluções apresentadas são populistas, pensadas a curto prazo, que servem para esconder os verdadeiros problemas estruturais, e por conseguinte, adia a solução dos verdadeiros problemas de todos os países do mundo.
Peço que se adopte ideais liberais, porque a liberdade humana para mim é o conceito mais importante que se pode conquistar na vida. peço que este seja o objectivo número 1 do mundo.
Na minha opinião, devemos aprender e seguir os ideias de Milton Friedman. Não digo seguir completamente, porque ninguém é perfeito e ninguém tem soluções para tudo. Mas a economia foi fundada por um liberal, Adam smith. Todas as primeiras teorias da teoria económica e política foram escritas com o objectivo de atingir uma maior liberdade, e colocando a liberdade como prioridade número 1 nos mercados e nos processos.
Já aconteceu a morte do estado social, na minha opinião. Não funciona, não é melhor para a população, não tem soluções suficientes. Não é o futuro.
O futuro é a liberdade.
citando Jean de La Bruyére:
"É preciso confessar, o presente é dos ricos, e o futuro é dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viverá sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, não existem mais: existiram algum dia? Sua pátria, seus nomes são conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Grécia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que só pensavam, na rua, em evitá-lo, não correspondiam à sua saudação, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associá-lo à sua mesa, olhavam-no como um homem que não era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que estão acima de si. É próprio deste vício, que não se funda sobre o mérito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, crédito, e sobre ciências vãs, levar-nos igualmente a desprezar os que têm menos essa espécie de bens do que nós e a apreciar demais aqueles que têm uma medida que excede a nossa.
Há almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o são pelo da glória e da virtude: capazes de uma única volúpia, que é a de adquirir ou de não perder; ansiosas e ávidas pela décima prestação, a baixa dos preços, a queda do curso das moedas, mergulhadas e como que submersas nos contratos, títulos, pergaminhos. Gente dessa marca não é parente, nem amigo, nem concidadão, nem cristão, nem pode ser homem: é feita de dinheiro. "
Liberdade tudo dá, e tudo permite. Só com liberdade, a nossa vivência humana, pode ser considerada completa. - Hugo Domic
quinta-feira, 12 de março de 2009
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